agosto 04, 2010

como lavar capulanas

na corda

As capulanas têm de ser lavadas antes de serem usadas, não só para retirar a quantidade enorme de goma com que são vendidas, mas também para evitar que desbotem mais tarde. Há quem diga que se devem lavar à mão e em separado. Eu faço assim:
1º- Retiro todos os autocolantes. Normalmente há vários certificados e selos de garantia colados em diferentes pontos do tecido.
2º- Coloco as capulanas na máquina de lavar a roupa. Eu misturo as cores, mas deixo ao critério de cada um fazê-lo ou não!
3º- Escolho um programa de lavagem curto, no máximo a 30ºC, e reduzo a centrifugação para as 800rpm.
4º- Coloco detergente e amaciador da maneira usual, mas adiciono cerca de um copo de vinagre e umas quatro colheres de sopa de sal grosso no compartimento do detergente. O sal e o vinagre vão fixar as cores e impedir que desbotem em consequentes lavagens, ou pior, que tinjam outros tecidos.
5º- Aproveito este calor de ananáses para as secar rapidamente ao ar livre.

Comigo tem resultado. Se souberem de alguma técnica melhor... compartilhem!


Após lenta e prolongada agonia, o meu velho e gasto computador finou-se. E pelos vistos atingiu o nirvana, pois não consegui que a alma reencarnasse no novo corpo. E lá se foram 6 anos de imagens, letras e números. Daí ter andado meio desmotivada com a informática e não ter aparecido por cá. Mas já me passou!

maio 07, 2010

mind the gap

Fui passar uns dias a Londres e é claro que aproveitei para ir ver a exposição "Quilts 1700-2010". Se estiverem a pensar fazer o mesmo convém que se preparem para:

- ir cedo: as filas na bilheteira podem atingir largas dezenas de pessoas;
- gastar £10 (12€) no bilhete;
- perder a cabeça na loja: a coleção de tecidos de patchwork alusivos à exposição é irresistível e nem falo da livraria...
- levar um guarda-chuva, ou comprar lá um!
- dar uma hipótese ao fish and chips e às sausages with mash e passar rapidamente para a comida indiana, japonesa, tailandesa, italiana e outras que conseguirem encontrar.

quilts

Ao domingo na zona oriental da cidade há vários mercados de rua que convém não perder, nem que seja só para passear. O da Petticoat Lane é muito semelhante às nossas feiras, com predomínio de roupa barata e bugigangas (um bom sítio para comprar o tal guarda-chuva, portanto!). Na Columbia Road vendem-se essencialmente flores e plantas. O da Brick Lane é o paraíso da roupa vintage, mas também se encontram por lá lojas de tecidos africanos com preços inacreditáveis.

capulanas

Ainda a propósito de tecidos, na Liberty of London encontram-se os mais bonitos que já vi. Aliás, gostei de tudo o que por lá vi. Não muito longe, fica uma das livrarias Persephone Books com livros lindos, sob todos os pontos de vista. A caminho entre os dois locais, há que visitar os alfarrabistas.

livros

Revisitar a feira de velharias da Portobello Road (não encontrei um único açucareiro para a coleção!) e o Museu Britânico (para ir vendo aos poucos) também fez parte do programa.

abril 29, 2010

na sala

Quando mudamos para esta casa pensei que seria uma boa oportunidade para fazer uma daquelas decorações "branco total", muito clean, que agradam a toda a gente e parecem saídas directamente (ou será diretamente?) de revistas escandinavas.
detail

living room
Quem é que eu queria enganar? Se há coisa que não sou é minimalista.

abril 28, 2010

colecionar #6

retalhos

Patchwork tradicional português. Compro um de cada vez que vou a Aveiro, na linda loja Gatafunhos.

abril 21, 2010

colecionar #5

garrafas
Garrafas antigas de vidro soprado.

abril 20, 2010

espectro

Agora que os campos estão regados, as albufeiras cheias e os lençóis freáticos abastecidos, aqui está mais uma boa razão para não dizer mal da chuva.
arco-íris

abril 16, 2010

vidas

No fim de semana passado voltei mais uma vez à zona onde passei os vintes. Não tenho saudades (prefiro os trintas) mas foi bom recordar.
ria
cordame
bóia
Entretanto, um tanto ou quanto inesperadamente, comecei um trabalho novo... a fazer exactamente o mesmo que fazia há 10 anos atrás.
prancha
O dolce far niente só durou dois meses. Acabaram-se as deambulações ao meio do dia, durante a semana. Acabaram-se os passeios no 28. Acabou-se a boa vida. Mas antes assim!

abril 14, 2010

colecionar #4

É sexta, o post das quartas está atrasado. Tratar a imagem, publicar, alterar data. Pronto. Ninguém reparou.
ferramentas

abril 08, 2010

Sant'anna

Uma deambulação pela Ajuda levou-me até à Fábrica Sant'Anna, a mais antiga fábrica de azulejos portuguesa. Existe há quase 300 anos e isso nota-se, para o bem e para o mal.

cacto
painel
catálogo
frizos

O mesmo, aos olhos da Ana.

abril 07, 2010

abril 04, 2010

time in

Vai levar o seu tempo. Vai consumir a sua lã. E vai deixar-me contente quando estiver pronta.

colcha

As lãs são da Retrosaria, à distância de uma curta viagem no 28.

março 31, 2010

coleccionar colecionar #2

Porque hoje é quarta-feira quarta feira.

crochet

Com escala:

crochet e gatos

Abomino o acordo ortográfico, mas lá terá de ser...

março 30, 2010

cozinha

A Violeta e a Deva resolveram mostrar as suas cozinhas esta semana. Aqui fica um bocadinho da nossa.

cozinha
A mesa é uma antiga mesa de café.
cozinha
As cadeiras foram amor à primeira vista: têm quase 100 anos, encosto reclinável e são reguláveis em altura.
cozinha
E sim, o chão está revestido a mosaico hidráulico!

março 26, 2010

alfinetes e nozes

Eu sabia que os restos de linhas ainda iam servir para alguma coisa.

alfinetes e nozes

Não sei porquê, mas não gosto da palavra pregadeira.

março 24, 2010

coleccionar

A partir de hoje, as quartas-feiras são dedicadas às colecções.
Começo por uma das minhas favoritas, a de tigelas (ou malgas) da extinta Fábrica de Loiça de Sacavém:

tigelas sacavem

sacavem

Para manter o interesse em cada colecção defino à partida alguns critérios que tornem a busca em si um prazer. Há que dificultar um pouco: se tigelas da Fábrica de Loiça de Sacavém há por aí muitas, se calhar cor-de-rosas e castanhas não há assim tantas. Não quer dizer que não tenha outras (nem sempre é fácil resistir...) mas essas não pertencem à colecção!

Nas grandes comia-se a sopa, nas pequenas bebia-se o vinho.

março 23, 2010

feira da ladra

Logo no ínicio, um vendedor toca concertina. Mais à frente, a Amália e o seu "Povo que Lavas no Rio" nunca falham. A seguir, musica ao vivo novamente e novamente de concertina. Já no fim, a música africana atesta a qualidade sonora de um rádio-leitor-de-cassetes e mistura-se com a batida de discoteca que parte de um carro/banca com a porta aberta.

De longe, para mim o melhor sítio nesta cidade para ir às compras.

no chão

feira da ladra

















Todas as 3ªs feiras e sábados, faça chuva ou faça sol.

março 21, 2010

Diopatra micrura

O meu mais recente contributo para a ciência.



A história completa aqui.

março 19, 2010

velharias

scrabble1

A casa "nova" tem 120 anos. Há melhor desculpa do que essa para alimentar o vício das coisas em segunda mão?
Ontem ia eu a caminho da Gulbenkian e eis que me deparo com uma feira de velharias, que desconhecia totalmente, na Av. Conde de Valbom. Segundo um dos vendedores, esta feira ocorre todas as 2ªs e 4ªs quintas-feiras de cada mês, se o tempo o permitir. Ora tendo sido esta a 3ª quinta-feira de Março, parece-me que convém confirmar esta informação...

O Scrabble tem mais de 50 anos e está completo!

março 18, 2010

março 16, 2010

entretanto

O trabalho novo já era, pelo que me encontro a atravessar uma fase de dolce far niente.

sobre a mesa

jardim

A ideia de vestir os vasos veio do Sweet Paul.

bem-vindos

À casa nova:

corredor

Muita luz, muito espaço, bela vista, chão de tábuas corridas, tectos altos, portadas de madeira, rodapés brancos...

Terá alguém alguma vez gostado tanto da sua casa quanto eu gosto da minha? É provável. Mais? Duvido!

junho 25, 2009

mix

O meu novo trabalho faz com que eu ande sempre pelos caminhos de Portugal. Para além dos inconvenientes óbvios, tal facto também não facilita as actualizações do pobre do blog, visto que vida crafty nunca mais voltei a ter. Fosse eu pessoa com mais força de vontade, e estou certa que alguma coisinha portátil se haveria de arranjar. Mas aí vem o grande drama: há dois meses que tenho a minha vida toda (bem, a parte que ocupa espaço) metida dentro de uns boas dezenas de caixotes, à espera do ansiado dia da mudança, tecidos, linhas, agulhas, etc. e tal incluídos. Devo dizer que o encaixotamento dos botões me brindou com uma série de olhares, suspiros e encolher de ombros que se traduzem por "casei com uma doida!"
Finalmente agora parece que a Santa Burocracia, que tem quase tantos devotos como a Santa Ignorância, lá se deu por satisfeita e a data da escritura do novo lar está para breve.

Entretanto, ao embrulhar as porcelanas (!) lembrei-me que os desenhos das ditas cujas são uma boa inspiração para bordados. Aqui ficam alguns:













Podem usá-los à vontade, que os direitos de autor já expiraram há décadas!

Então adivinhem lá onde eu ando esta semana:

(A quem simpaticamente me tem contactado acerca das matrioskas: muito me agradaria poder satisfazer-vos, mas há o tal problema dos caixotes... se puderem esperar algum tempo...)

abril 21, 2009

vida nova

Depois de dez anos em cidades diferentes, vivemos juntos (dois humanos e dois gatos) em Lisboa há quase um mês. Já gosto dos domingos à noite, sem despedidas nem viagens!







Podem visitar estes dois pavões no Jardim Botânico da Ajuda, muito perto da Dotquilts.

abril 01, 2009

mudança

Quando a banda sonora da nossa vida há muito tempo é esta, então sabemos que é tempo de mudar de vida. Foi o que fiz: mudei de trabalho, de casa e de cidade.

Antes, tive tempo de acabar o meu primeiro taleigo.

Os tecidos africanos são da Retrosaria.


O tecido liso da Noussnouss.


O bordado da gazela dá um toque africano ao lado liso.


Por agora, que ainda andamos sempre a fazer e desfazer malas, uso-o como bolsa para cosméticos. Quando arranjarmos uma residência mais fixa, logo se verá que outras utilidades terá...
A inspiração fui buscá-la aqui e aqui.