
Cá está mais uma alfineteira, feita a partir do tutorial no wip up.
Another pincushion, from wip up's tutorial.







Os "flocos de neve" são paninhos de croché engomados como se fazia antigamente, com água e farinha, para ganharem consistência. Comprei-os por uma ninharia numa feira de velharias. Inventei uma história para eles:
A Menina Deolinda começou a fazer o enxoval aos catorze anos. Aprendeu a bordar e a fazer croché com a Tia Alzira, solteirona de ouvido tísico e vista apurada. Bordou duas dúzias de lençóis, quatro toalhas de mesa, vários conjuntos de naperons. A colcha e a toalha de mesa para as datas especiais fê-las em croché. Com oito paninhos redondos em croché fino deu por terminado o enxoval e declarou-se pronta para casar. Apareceram vários pretendentes, mas o escolhido foi o José, jovem e promissor funcionário da CP. Mudaram-se para a estação dos caminhos-de-ferro de Caxarias e a Senhora Deolinda viu a vida passar à velocidade que via passar os comboios sob as suas janelas. Vieram os filhos, cresceram os filhos, partiram os filhos para longe. O enxoval nunca abandonou o fundo da arca. As ocasiões especiais nunca foram suficientemente especiais. As visitas dos filhos foram sendo cada vez mais espaçadas.
Finalmente a máquina que tanto costurou nas mãos da minha avó já está pronta. Como não me conseguia entender com o pedal, mandei colocar um motor. Descobri, no site da Singer, que foi feita na Escócia em Janeiro de 1965, o que significa que já trabalhava há onze anos quando eu nasci. Agora há que começar o processo de aprendizagem mas, por enquanto, vou-me dando por satisfeita se conseguir enfiar a agulha. Bem me tentaste ensinar, avózinha, mas o maldito do pedal não deixou!

Viajar faz-me sentir mais viva.
Hoje no correio foi assim:
Ainda bem que existe a internet, ainda bem que existem os cartões de crédito e ainda bem que eu não tenho medo de os usar em conjunto!

O meu interesse pela ilustração científica surgiu estava eu no segundo ano do curso de Biologia. Vi o anúncio de um curso de iniciação à ilustração a preto e branco e resolvi inscrever-me. Como sempre gostei coisas miudinhas para as quais é necessária muita paciência, e esta é sem dúvida uma delas, abracei desde logo o desafio. De lá para cá, sempre que tenho oportunidade tento dedicar-me mais um pouco aos rabiscos. Se quiserem apreciar ilustração científica a sério sugiro uma espreitadela ao blog do Filipe Franco. A Joana já o fez e, pelos vistos, gostou!







É um sítio deslumbrante, não só pela sua inesquecível beleza como pela simpatia e generosidade dos seus habitantes. Espero lá voltar um dia!